Abismo e tempestade


Hoje acordei com borboletas voando,

Voando dentro de mim.

Havia também o prenuncio de chuva!

Coração como nuvem

Que farão os olhos chover.

 

Hoje emoções estão ventando,

Pensamentos voando em mim

De esperanças vagando no nunca

Porque a espera é por quem não vem

E começa a chover.

 

Tempestade em mim

E ruim é o fim que não tem fim.

Saudade ecoa trovão

Que estremece a alma pelo coração.

Raios riscam o céu

Enquanto lágrimas tecem o véu

Para poder me esconder na multidão.

 

Vestido de aparência caminho na rua,

Mas o vento sopra minha alma nua.

Absorto no nada embaça a visão

E caminhar é cair no chão.

Tudo em vão e expulso do ninho!

Chão vira vão que vira abismo

E nele cai meu coração.

Paulo Rogério da Motta


Sugestão musical para a poesia

A-Ha – Crying in the rain


 

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